terça-feira, 17 de abril de 2012
cegueira

Tudo virou pó.
E eu aqui sigo por um triz,
cambaleando, vou só.
Afinal, todo aquele nó
um dia é cicatriz.
Díficil foi ter que sorrir pela metade,
perdoar tamanha maldade
e acreditar numa nova realidade...
Digo, feliz, que tentei,
mas que por fraqueza, falhei...
Já tu, meu bem
acreditou na minha sanidade,
mas não pude lidar com a parcialidade.
Só não vou ficar nesse vaivém,
pois, disso resta-me desdém.
Antecipei minha partida,
dispenso tua despedida,
já que não podes ver inicio no fim,
não penso em ninguém, só em mim.
terça-feira, 17 de abril de 2012.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
coaxe de um sapo ébrio
Só tive desencantos na minha noite de Cinderella
que até esqueci de esquecer meu sapatinho.
Se ao menos eu pudesse esquecer também o meu caminho
e ficar em teus braços ganhando teus beijinhos.
Minha abóbora não virou uma carruagem,
minha poção tinha gosto de fel,
o sapo não virou príncipe
e ainda por cima era infiel.
Mas ele me conquistou assim que falou
"... quero conhecer todo o teu encanto
e do teu corpo delicado e pequeno cada canto".
Magnificiência da minha parte deslizar
e me deixar deslumbrar pela tua canção
dar um sorriso tímido e sentir meu rosto corar
não fazia parte dos planos, é armadilha do coração!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
"Deite aqui, meu amor, chore tudo o que tens para chorar,
Chore sem culpa um choro eloquente
até o amanhecer, sem cessar".
"Estou contigo e daqui não saio até te ver sorrir,
mas não tenha pressa não, estarei aqui até o fim
e até lhe farei um suco de morango, se me permitir".
Dentre todos aqueles soluços, pude apenas dizer "Sim".
E eu chorava para aliviar o nó na garganta
e escutava ele me dizer: "Meu amor, nada disso adianta".
Debruçada na maciez do teu peito acolhedor
pude mandar ir embora toda minha dor.
Foi então enferma que adormeci...
Acordei: "Mais uma noite que sobrevivi".
"Uma noite de cão", suspirei
"Obrigada Travesseiro" - agradeci.
E é nesse eterno momento que
sou cinza,
sou azul.
Sou triste.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Desliguei.
Abri o armário. Só havia essa saída.
Pípulas para dormir. Peguei.
Ah, olá recaída.
Seis doses de pura merda.
Sento e assisto.
Deitei.
Senti frio. Um arrepio.
Gélida.
Não consigo desunir meus dedos dos pés.
Sinto minhas mãos grandes demais.
Sentimento relés.
Viscerais.
Minha visão anuvia.
Meu corpo se desintegra.
Então eu converso com a escuridão.
Que me ignora.
Vou
c
a
i
n
d
o
na penumbra.
começo a achar que meus pés estão na brasa quente.
Minha lingua tá grudada,
minha mãe não entende nada.
Apenas me concede um espaço na sua cama.
5:09 da matina.
Hoje ela merece rosas...
Ah, olá olheiras...
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
...
Hoje costumava ser um dia especial
mas agora é um dia como outro, um dia qualquer...
um dia vazio, lacunoso, um dia normal.
o qual passo brincando de malmequer.
O décimo dia do mês nunca foi tão singular,
tão solitário que passa e me amargurar,
mas há ainda boas lembranças para me adocicar.
O Novembro nunca esteve tão frio e cinzento
Tudo bem para mim se esse dia cair no esquecimento...
Quem diria que esse dia não teria nem ao menos um afeto
Um carinho, um mimo, um gesto, uma fotografia..
Salve-me de tamanho desamor, desse dia incompleto
Devolva-me minha alegria e tire-me dessa agonia
que é viver sem estar ao teu lado essa tarde vazia...
mas agora é um dia como outro, um dia qualquer...
um dia vazio, lacunoso, um dia normal.
o qual passo brincando de malmequer.
O décimo dia do mês nunca foi tão singular,
tão solitário que passa e me amargurar,
mas há ainda boas lembranças para me adocicar.
O Novembro nunca esteve tão frio e cinzento
Tudo bem para mim se esse dia cair no esquecimento...
Quem diria que esse dia não teria nem ao menos um afeto
Um carinho, um mimo, um gesto, uma fotografia..
Salve-me de tamanho desamor, desse dia incompleto
Devolva-me minha alegria e tire-me dessa agonia
que é viver sem estar ao teu lado essa tarde vazia...
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