sábado, 10 de dezembro de 2011

coaxe de um sapo ébrio


Só tive desencantos na minha noite de Cinderella
que até esqueci de esquecer meu sapatinho.
Se ao menos eu pudesse esquecer também o meu caminho
e ficar em teus braços ganhando teus beijinhos.

Minha abóbora não virou uma carruagem,
minha poção tinha gosto de fel,
o sapo não virou príncipe
e ainda por cima era infiel.

Mas ele me conquistou assim que falou
"... quero conhecer todo o teu encanto
e do teu corpo delicado e pequeno cada canto".
 
Magnificiência da minha parte deslizar
e me deixar deslumbrar pela tua canção
dar um sorriso tímido e sentir meu rosto corar
não fazia parte dos planos, é armadilha do coração!
 


 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tudo que eu queria agora era um colo quente:
"Deite aqui, meu amor, chore tudo o que tens para chorar,
Chore sem culpa um choro eloquente
até o amanhecer, sem cessar".

"Estou contigo e daqui não saio até te ver sorrir,
mas não tenha pressa não, estarei aqui até o fim
e até lhe farei um suco de morango, se me permitir".
Dentre todos aqueles soluços, pude apenas dizer "Sim".

E eu chorava para aliviar o nó na garganta
e escutava ele me dizer: "Meu amor, nada disso adianta".
Debruçada na maciez do teu peito acolhedor
pude mandar ir embora toda minha dor.

Foi então enferma que adormeci...

Acordei: "Mais uma noite que sobrevivi".
"Uma noite de cão", suspirei
"Obrigada Travesseiro" - agradeci.

E é nesse eterno momento que
sou cinza,
sou azul.
Sou triste.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Desliguei.
Abri o armário. Só havia essa saída.
Pípulas para dormir. Peguei.
Ah, olá recaída.

Seis doses de pura merda.
Sento e assisto.

Deitei.
Senti frio. Um arrepio.
Gélida.

Não consigo desunir meus dedos dos pés.
Sinto minhas mãos grandes demais.
Sentimento relés.
Viscerais.

Minha visão anuvia.
Meu corpo se desintegra.
Então eu converso com a escuridão.
Que me ignora.
Vou
c
a
i
n
d
o

na penumbra.
começo a achar que meus pés estão na brasa quente.

Minha lingua tá grudada,
minha mãe não entende nada.
Apenas me concede um espaço na sua cama.
5:09 da matina.
Hoje ela merece rosas...

Ah, olá olheiras...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

...

Hoje costumava ser um dia especial
mas agora é um dia como outro, um dia qualquer...
um dia vazio, lacunoso, um dia normal.
o qual passo brincando de malmequer.

O décimo dia do mês nunca foi tão singular,
tão solitário que passa e me amargurar,
mas há ainda boas lembranças para me adocicar.

O Novembro nunca esteve tão frio e cinzento
Tudo bem para mim se esse dia cair no esquecimento...


Quem diria que esse dia não teria nem ao menos um afeto
Um carinho, um mimo, um gesto, uma fotografia..
Salve-me de tamanho desamor, desse dia incompleto
Devolva-me minha alegria e tire-me dessa agonia
que é viver sem estar ao teu lado essa tarde vazia...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

resmungos

Ontem a noite me encontrei em tremendo estado febril
me peguei chamando pelo teu nome, tendo delírios.
Quando me recuperei, olhei minha volta todo esse ambiente hostil
Me perguntei,"porque fostes te perder em tamanho martírio?"

Senti então, um vazio enorme se apoderar e ali se estabelecer,
sentido-me apática e com uma avidez em desaparecer,
correr, sumir, desvanecer...
Longe, bem













longe de ti.

sábado, 20 de agosto de 2011

zé ninguém

Não atrevo mais chamar-te de Senhorzinho,
pois de homem sublime não lhe resta mais nada,
além de ficar sozinho e sem ter o meu carinho,
leva-te para longe do meu caminho,
pois não quero te amar nem mais um pouquinho.

olhos que mentem

Como podes mentir para estes olhos verdes
que te fitam suplicando verdades
e parecem mais com dois peixinhos
nadando em um mar de piedade?

Quantas vezes você os viu chorar
e ao invés de os confrontar
você os pediu para cessar?

Por quantas vezes os teus olhos se aproveitaram
dos meus olhos apaixonados e inocentes
e lhes contaram mentiras incoerentes?